Pais que leem para os filhos

Sou plenamente a favor da leitura. E não poderia ser diferente porque sou escritor e escritores precisam de leitores. Costumo sempre dizer que a leitura é a mãe da escrita. Quem lê mais escreve melhor. Mas também tenho consciência de que se lê cada vez menos neste País. O editor-chefe não lê o que seus jornalistas escrevem, os juízes não leem os autos dos processos, curtimos postagens nas redes sociais sem dar uma olhadinha no que se trata, e por aí vai.

Escrevo sobre isso porque esta semana, em entrevista para a ABC Radio National, o filósofo Adam Swift disse que os pais que leem historinhas para seus filhos contribuem para aumentar a desigualdade social. Isso porque a maioria dos pais não incentiva a leitura e por isso seus filhos crescerão em desigualdade de condições em relação aos demais. Ou seja, devemos deixar de ler para nossos rebentos e assim evitar que, no futuro, eles se sobressaiam sobre os que não leram na infância. Essa seria uma forma de reduzir a desigualdade no mundo.

Nunca tinha ouvido falar nesse tal filósofo Adam Swift, até ler essa asneira que ele disse. E ouso discordar frontalmente de sua colocação porque seu pensamento está invertido. Se é terra de cegos então furemos os olhos de todos que ainda veem? Que é isso, filósofo? Temos mais é que estimular todos os pais do mundo a lerem para seus filhos, e não o inverso. Se do contrário fosse, não alimentaríamos nossos filhos várias vezes ao dia porque milhões de crianças passam fome.

A leitura na infância é um costume saudável e deve ser praticada sempre. Os pais que realmente se preocupam com o destino dos filhos despertam neles o interesse pelo maravilhoso mundo dos livros. E tenho dito!

Adriano Curado

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