A ORGULHOSA


I
Num baile.

Ainda há pouco pedi-te, 
Pedi-te para valsar...
Disseste - és pobre és plebeu;
Não me quiseste aceitar!
No entretanto ignoras 
Que aquele a quem tanto adoras,
Que te conquista e seduz, 
Embora seja da "nata", 
É plena figura chata, 
É fósforo que não dá luz!

II
Deixa-te disso, criança, 
Deixa de orgulho, sossega,
Olha que o mundo é um oceano
Por onde o acaso navega. 
Hoje, ostentas nas salas 
As tuas pomposas galas, 
Os teus brasões de rainha;
Amanhã, talvez, quem sabe?
Esse teu orgulho se acabe,
Seja-te a sorte mesquinha.

III
Deixa-te disso, olha bem! 
A sorte dá, nega e tira;
Sangue azul, avós fidalgos, 
Já neste século é mentira.
Todos nós somos iguais;
Os grandes, os imortais; 
Foram plebeus como eu sou.
Ouve mais esta lição:
Grande foi Napoleão, 
Grande foi Victor Hugo.

IV
Que serve nobre família, 
Linhagem pura de avós?
Se o sangue dos reis é o mesmo,
O mesmo que corre em nós!
O que é belo e sempre novo
É ver-se um filho do povo
Saber lutar e subir,
De braços dados com a glória,
Para o Pantheon da História,
Para conquista do porvir.

 
V
De nada vale o que tens 
Que não me podes comprar;
Ainda que possuísses 
Todas as pérolas do mar!
És fidalga? - Sou poeta!
Tens dinheiro? - Eu a completa
Riqueza no coração;
Não troco uma estrofe minha 
Por um colar de rainha
Nem por troféus de latão.

VI
Agora sim, já é tempo
De te dizer quem sou eu,
Um moço de vinte anos
Que se orgulha em ser plebeu,
Um lutador que não cansa,
Que ainda tem esperança
De ser mais do que hoje é,
Lutando pelo direito,
Para esmagar o preconceito
Da fidalguia sem fé!

VII
Por isso quando me falas, 
Com esse desdém e altivez,
Rio-me tanto de ti,
Chego a chorar muita vez.
Chorar sim, porque calculo, 
Nada pode haver mais nulo,
Mais degradante e sem sal
Do que uma mulher presumida, 
Tola, vaidosa, atrevida.
Soberba, inculta e banal.

A autoria desse belo poema é um mistério. Alguns atribuem a Antônio de Castro Alves, enquanto que outros afirmam ser de Trasíbulo Ferraz Moreira

Posse da Diretoria

Foto Thais Valle

Na posse da Diretoria da APLAM eleita em 21/10/2017 para o biênio 2017/2019, o Presidente reeleito Adriano Curado falou sobre os dois anos de seu mandato, ressaltando os esforços para preencher com critério as Cadeiras faltantes, bem como uma maior participação da APLAM na Feira Literária de Pirenópolis (Flipiri), inclusive com a publicação do livro: Um Feixe de Luz – Antologia Poética, que reuniu poesia de várias pessoas ligadas à região dos Pireneus.

Grandes são os desafios da APLAM de agora em diante, principalmente pela constante ameaça ao patrimônio folclórico pirenopolino e pela luta para preservar a tradição herdada dos mais antigos.

Nova diretoria


Na reunião realizada hoje, 21.10.17, da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam), os membros presentes elegeram a nova diretoria: Adriano Curado (presidente -- terceiro mandato), Alexandre de Pina (vice), Aline Lobo (secretária) e Thais Valle (tesoureira). Que Deus nos abençoe para continuarmos lutando pela nossa cultura! 

A sorte é traiçoeira

E aconteceu que, depois de haver perdido tudo para o Maneco numa mesa de carteado, João resolveu se matar por receio de encarar a esposa e filhos em casa. É bem simplista uma solução assim. O sujeito faz as opções erradas na vida e quando as coisas desandam, parte dessa para outra. O pior mesmo, pensa ele à procura de uma árvore para se enforcar, é que já estava prestes a virar o jogo e recuperar o dinheiro perdido, mas daí a sorte se foi e ele apostou a casa onde mora.

Aquela mangueira ali parece ser uma boa opção. Tem troncos grossos e na altura certa: nem tão baixos que permitam que o instinto de sobrevivência o force a tocar os pés no chão, nem tão altos que exijam uma escalada. É, essa serve! Joga então a corda mais acima, senta-se no galho de onde pretende saltar, passa o laço no pescoço e se prepara para o mergulho mortal. Se tiver sorte e o pescoço se partir no baque, melhor. Se isso não acontecer terá de morrer asfixiado. 

Sarau da Aplam abre Flipiri


Sarau e lançamento da Antologia Poética "Um feixe de luz" , dia 22 de setembro, às 18:30, no Salão Paroquial, na Flipiri. 

Participação especial do duo Ziriguiduo. Realização APLAM - Academia Pirenopolina de Letras Artes e Música.

Participe! Prestigie!